MCVE celebra 28 anos de história, compromisso social e serviço à Vida e à Esperança

Janiel Cundes • 26 de maio de 2026

Uma história construída por muitas mãos, fortalecida pela solidariedade e dedicada ao cuidado com quem mais precisa.

Na última sexta-feira (22), o MCVE celebrou seus 28 anos de existência com uma programação marcada pela fé, gratidão e memória coletiva. As comemorações começaram com uma missa na Comunidade Nossa Senhora do Rosário, presidida pelo pároco da Área Missionária Santa Helena, Pe. Thiago, reunindo representantes das comunidades da área missionária, amigos, voluntários, colaboradores e parceiros da instituição.


Após a celebração, os participantes seguiram para a sede do MCVE, onde aconteceu um momento de homenagens e confraternização, encerrado com um café partilhado entre todos.


Embora o MCVE celebre oficialmente 28 anos de fundação, sua história começou a ser construída um ano antes. Em 1997, o projeto já ganhava forma a partir do sonho e da mobilização de seus fundadores, especialmente de seu idealizador, Pe. Riccardo Zanchin, sacerdote diocesano de Treviso, na Itália, que dedicou mais de dez anos de missão em Manaus.


Mesmo residindo atualmente na Itália, Pe. Riccardo continua acompanhando de perto a trajetória da instituição, mantendo vivo seu compromisso com este projeto e com o povo amazônida. Ao lado dos coordenadores das então Áreas Missionárias Santa Helena e Santa Mônica, que, à época, reuniam cerca de 22 comunidades católicas, nasceu o que viria a se tornar o Movimento Comunitário Vida e Esperança (MCVE).


Em vídeo enviado especialmente para a celebração, Pe. Riccardo relembrou esse início:


“A ideia original do Movimento nasceu da partilha entre todos os coordenadores da Área Missionária, há 28 anos. Na época, reuníamos Santa Helena e Santa Mônica e percebemos juntos que era preciso fazer algo para ajudar as pessoas que mais necessitavam. E assim nasceu o Movimento.”


Uma história construída pela transformação social


Ao longo de quase três décadas, o MCVE consolidou seu papel como referência na promoção da inclusão social e na defesa dos direitos humanos, atuando especialmente junto a crianças, adolescentes, mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade.


A instituição também teve participação importante na construção da Economia Solidária no Amazonas, contribuindo para a criação de fóruns, conselhos e iniciativas voltadas aos empreendimentos solidários.


Além disso, o MCVE esteve presente em articulações e mobilizações sociais que fortaleceram políticas públicas, participando de redes, fóruns e ações coletivas que contribuíram para avanços importantes na proteção de direitos, no enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes e no fortalecimento dos espaços de participação social.


Toda essa trajetória resultou no reconhecimento do MCVE como entidade de utilidade pública municipal e estadual.


Ao longo desses anos, foram inúmeras ações de enfrentamento à pobreza, combate à fome, promoção do acesso à saúde e redução das desigualdades sociais. Servir à comunidade, com atenção especial aos mais pobres, permanece como princípio orientador da atuação institucional.


Celebrar 28 anos é reconhecer uma história construída com experiência, formação de pessoas, fortalecimento comunitário e continuidade da missão.


Depoimentos que expressam gratidão e pertencimento


Durante a celebração, uma das cofundadoras do MCVE, Otalina Lopes, destacou o impacto da instituição na vida das comunidades:


“O MCVE é um projeto que trouxe tantos benefícios para nossa comunidade, não apenas para as crianças, mas para todas as pessoas que mais precisam. Todos os colaboradores estão de parabéns pelo empenho para que esse projeto continue dando certo.”


Na homilia da missa, Pe. Thiago ressaltou o significado da caminhada construída até aqui:


“Estamos celebrando 28 anos de vidas tocadas, famílias acolhidas, crianças protegidas, adolescentes acompanhados, sonhos reconstruídos e esperança semeada na realidade do nosso povo.”


Um dos momentos mais emocionantes da celebração aconteceu após a comunhão, quando colaboradores, voluntários e representantes da diretoria foram convidados à frente do altar para cantar o Hino do MCVE, composto por Alcina Gonsalves, ex-educadora do MCVE.


Uma homenagem em nome de todos que fizeram essa história


Representando toda a equipe, o atual coordenador do MCVE, Janiel Cundes, prestou uma homenagem destacando que a permanência da instituição ao longo dos anos é resultado de uma construção coletiva.


Em seu discurso, lembrou que o MCVE atravessou conquistas e desafios, mas permanece firme porque foi sustentado por muitas mãos, muitos corações e inúmeras histórias que deixaram marcas profundas na missão.


Também destacou que o trabalho da instituição nunca se limitou à assistência imediata, mas buscou promover dignidade por meio da educação, geração de renda, qualificação profissional, fortalecimento das famílias e incidência em políticas públicas.


Encerrando sua fala, reforçou que a Igreja continua sendo a base e o alicerce dessa caminhada e agradeceu a todos e todas que contribuíram para manter viva a missão de servir à Vida e à Esperança.


Memória, reencontros e renovação da missão


Após a missa, os participantes seguiram para a sede do MCVE, localizada em frente à Comunidade Nossa Senhora do Rosário, para um momento de confraternização e novas homenagens.


O espaço foi aberto para manifestações espontâneas e algumas pessoas compartilharam lembranças dos primeiros passos do Movimento. Entre elas, Joelma Ferras e Otalina Lopes, que recordaram histórias e pessoas fundamentais para tornar o MCVE uma realidade.


Também participou das homenagens o vereador José Ricardo, parceiro histórico da instituição, que tem contribuído para a continuidade de algumas ações por meio da destinação de emendas parlamentares.


A programação foi encerrada com a exibição de um vídeo especial reunindo mensagens de pessoas que fizeram parte da trajetória do MCVE e deixaram seu legado na construção dessa história.


Há 28 anos, o MCVE segue reafirmando seu compromisso: “Assim como Jesus, trabalhamos a serviço da Vida e da Esperança”



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