MCVE participa do Ato Público do Julho das Pretas e reforça compromisso com a educação antirracista
Mobilização reuniu organizações, movimentos sociais e a comunidade para promover o diálogo, combater o racismo e fortalecer a luta por igualdade racial e pelo Bem Viver.

Na tarde do dia 24 de julho, o Movimento Comunitário Vida e Esperança (MCVE) participou do Ato Público do Julho das Pretas 2026, realizado no Complexo Viário da entrada do bairro Manoa, em Manaus. A mobilização foi promovida pelo Movimento das Mulheres Negras da Floresta Dandara e reuniu organizações da sociedade civil, movimentos sociais, comunidades tradicionais, povos e comunidades de terreiro, instituições públicas, lideranças religiosas e defensoras e defensores dos direitos humanos.
Com o tema "Educação para o Bem Viver: Mulheres Negras Existem e Resistem", o ato teve como propósito ocupar o espaço público para promover a conscientização da população sobre o enfrentamento ao racismo, a valorização da história e da cultura afro-brasileira, a liberdade religiosa e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
A programação contou com panfletagem educativa, exposição de faixas e cartazes e diálogo com a população sobre o significado do Julho das Pretas e a importância da educação antirracista como instrumento de transformação social.
Durante a mobilização, foram distribuídos folders com informações sobre as diferentes manifestações do racismo, entre elas o racismo estrutural, institucional, religioso, ambiental, recreativo e algorítmico, além de orientações sobre discriminação racial direta, indireta e múltipla, ações afirmativas e os direitos garantidos pela legislação brasileira.
A participação do MCVE reafirma seu compromisso histórico com a defesa da cidadania, da dignidade humana e dos direitos das populações em situação de vulnerabilidade. Para a instituição, fortalecer ações de educação popular e participar de espaços de mobilização social também faz parte da construção de comunidades mais conscientes, solidárias e comprometidas com a justiça social.
Segundo Francy Júnio, uma das organizadoras do evento, a escolha pela panfletagem como principal estratégia da mobilização está diretamente ligada à necessidade de ampliar o conhecimento da população sobre as diferentes formas de racismo.
"O racismo continua presente no cotidiano da sociedade brasileira e se manifesta de diferentes formas. Muitas dessas formas ainda são pouco conhecidas pela sociedade. Por isso, a panfletagem é uma ação de educação popular. Ao levar informações para as ruas, promovemos o diálogo, combatemos a desinformação e fortalecemos a consciência de que o racismo não é uma opinião ou uma 'brincadeira': é uma violação de direitos humanos e um crime previsto em lei."
Ela destaca ainda que ocupar os espaços públicos durante o Julho das Pretas é reafirmar o compromisso coletivo com uma sociedade democrática.
"Cada folder entregue representa um convite à reflexão, ao respeito às diferenças e ao compromisso coletivo com a construção de uma sociedade onde todas as pessoas possam viver com dignidade, igualdade e Bem Viver. Educar para enfrentar o racismo é transformar consciências. Informar é um ato de resistência. Dialogar é construir um futuro sem discriminação."
O MCVE acredita que iniciativas como esta fortalecem a participação cidadã e contribuem para ampliar o debate sobre igualdade racial, respeito à diversidade e defesa dos direitos humanos. Somente por meio da informação, do diálogo e do compromisso coletivo é possível construir uma sociedade livre de todas as formas de discriminação.
Combater o racismo é responsabilidade de toda a sociedade.













