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Manaus-AM -
 

Quem Somos

“... é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e a convivência familiar e comunitária”.

Lei 8.069 do ECA, artigo 4 e artigo 227 da CF.

 

Baseados neste direito fundamental e na inquietação oriunda do seguimento de Jesus Cristo surgiu nas áreas missionárias Santa Mônica e Santa Helena, que envolvem os seguintes bairros da zona norte: Manôa, Novo Israel, Terra Nova, Monte Oliveiras, Monte Pascoal, Colônia Santo Antônio, Monte Sinai, parte de Santa Etelvina, um movimento comunitário, fruto de uma necessidade visível nas diversas comunidades e da sensibilidade, preocupação de seus devidos coordenadores que se uniram e começaram a pesquisar formas de como ajudar as famílias carentes tendo como foco crianças e adolescentes em situação de risco, desprivilegiadas pelo sistema. É relevante destacar a presença intrépida como idealizador, do Pe. Riccardo Zanchin e vários integrantes do Gruppone Missionário, uma associação italiana que se dispuseram com afinco por esta causa.

Esse movimento teve início em 1997, funcionando com aulas de reforço e alfabetização de adultos. Em 1998 foi sentida a necessidade de respaldo jurídico e assim foi criado o “Movimento Comunitário Vida e Esperança” (MCVE) que conforme o artigo 02 de seu estatuto tem por finalidade principal: “incentivar os moradores das áreas missionárias, Santa Mônica, Santa Helena e bairros vizinhos, a tomarem iniciativas e criarem atitudes que promovam e defendam a cidadania e a dignidade de todos, dando, porém prioridade aos excluídos, marginalizados e economicamente carentes, sobretudo jovens, com atividades de educação integral e formação para o trabalho.”.

O Movimento nos anos de 1999, 2000 continuou sua caminhada com as escolas comunitárias, mas, no entanto outros desafios foram aparecendo e o fato de muitas crianças irem para a escola sem comer, por causa da baixa renda de muitas famílias, começou a se criar grupos de Geração de Renda com os pais destas crianças, o que contribuiria para renda familiar.

Também surgiu a necessidade de fazer um trabalho com os adolescentes que viviam em situação de risco a fim de apontar novos caminhos, criando assim o Projeto Horta.

No ano de 2001 devido a várias discussões anteriores, criou-se o projeto Raio de Luz, destinado a atender mães adolescentes e grávidas para dar uma nova perspectiva para as mesmas visto que o fenômeno da gravidez precoce é um fato corriqueiro nesta zona de Manaus.

Neste mesmo ano o MCVE recebeu uma grande parceria internacional que possibilitou o crescimento da entidade em vários aspectos. A Visão Mundial, órgão presente em diversos países acoplou-se às ações do Movimento ampliando o projeto escolas comunitárias em várias comunidades e implantando o Projeto Crianças do Amazonas atendendo 1700 crianças, criando a área da saúde e área de psicologia e ainda fortalecendo os empreendimentos de economia solidária.

Em 2002 através da parceria da rede CDI apoiado pela Visão Mundial e o Instituto de oportunidade Social IOS conseguiu-se realizar o sonho de trazer para algumas comunidades a escola de informática como espaço de inclusão digital.

Neste mesmo ano o MCVE começou a apoiar o projeto escolas de futebol, um projeto já realizado no bairro de Novo Israel através do voluntariado do Sr. Rossi Nogueira atendendo cerca de 200 adolescentes.

Em 2003 devido ao escasso hábito de higiene, a proliferação de doenças , poluição em vários sentidos em todas as comunidades, surgiu  a Equipe do Meio Ambiente que até o ano de 2008 trabalhou nas comunidades com campanhas de educação ambiental incluindo o incentivo à coleta seletiva do lixo para fins de reciclagem. Porem somente em 2005 com a fundação da Associação Eco-recicla foi possível direcionar todos os resíduos sólidos coletados pelas comunidades em virtude das campanhas de sensibilização ambiental. Com a criação da fabrica de vassouras ficou muito mais fácil destinar o grande número de garrafas pet coletadas pelas comunidades. A VAPET como assim é chamada a vassoura fabricada a partir da garrafas pet foi uma saída para a destinação deste produto e ainda gerou renda para famílias em situação econômica difícil.

Ainda em 2003, a fim de dar um suporte continuado para os adolescentes do projeto Horta que aos 16 anos deveriam sair do projeto foi criado o projeto “Reciclagem é Vida”, um projeto voltado para menores com apoio da Pastoral do Menor e como pólo de erradicação do trabalho infantil. O objetivo principal era preparar o adolescente para o mercado de trabalho. O projeto teve o seu termino no ano de 2010 para dar suporte a uma nova modalidade de ensino para os adolescentes.

Em 2004 devido ao alto índice de violência doméstica contra mulheres surgiu a GAM, o grupo Guerreiras Amazônicas em Movimento cujo objetivo principal seria a luta pela igualdade de gênero e combate contra a violência.

Em 2007 o MCVE passou pela mudança de sua diretoria onde o Presidente e idealizador do MCVE Pe. Riccardo Zanchin passou o cargo de presidente para Pe. Lorenzo Tasca que cumpriu o seu mandato até o ano de 2010.

Em 2009, com o apoio da Visão Mundial foi implantado em 4 comunidades o Projeto Fazendo Arte na Comunidade, um projeto voltado para crianças e adolescentes cujo principal objetivo foi de oferecer um espaço artístico e cultural para os menores que se encontravam em situação de vulnerabilidades. Com atividades pintura, aulas de espanhol, teatro e capoeira o projeto segue beneficiando 50 crianças todos os sábados.

Em 2010 foi implantado o projeto Ler Para Crescer na mais nova comunidade da área missionária Santa Helena, a comunidade de São José, uma comunidade resultante das grandes ocupações na cidade de Manaus e com grandes necessidades básicas de cidadania e políticas públicas.

No mesmo ano no mês de junho ocorreu a Assembléia ordinária do MCVE cuja diretoria foi renovada. Assim foram aclamados Padre Stefano Moino para Presidente, Joelma Lima de Araújo Ferraz para vice-presidente, Márcia Silva Dias para Primeira Secretaria, Maria Otalina Lopes da Costa para Segunda Secretária, Francisca Amaral de Melo para Primeira Tesoureira, Afonso de Oliveira Brito para Segundo Tesoureiro.

 

E assim está sendo a caminhada do Movimento Comunitário Vida e Esperança até esses dias, contando com vários parceiros, que por identificação com a causa, somam forças e apoio significativo na organização e melhoria do trabalho.

O trabalho realizado pelo MCVE não visa o assistencialismo, mas busca tornar cada participante dos vários projetos um agente-protagonista de sua história na sociedade.

O MCVE continua, hoje, como Jesus Cristo, a gritar contra as situações que matam a vida, apontando para caminhos mais justos e igualitários, acreditando e mostrando com praticidade, que um mundo melhor é possível, com vida e esperança para todos


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